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Há Muitas Criancinhas. Alguns Viajam Sozinhos

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eu Tinha quatrorze anos e havia nascido em Mali. Era um prazeroso aluno, e possivelmente pensou que tuas notas escolares serviriam para provar seu valor quando chegasse à Europa. Com muito cuidado dobrou e costurava as folhas em um bolso interno de seu casaco, para que não se perdessem.

Cristina Cattaneo. Ela e tua equipe do Laboratório de Antropologia e Odontologia Forense de Milão (Labanof) foram os encarregados de aprender um ano depois, o corpo sem existência do garoto para tentar, sem sucesso, conceder-lhe uma identidade. Cattaneo conta tua história no livro Náufragos sem rosto (Raffaello Cortina Editore), publicado na Itália, onde explica o trabalho de tua equipe durante os últimos cinco anos para tentar devolver a dignidade a esses mortos sem nome.

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Ainda lembra do dia em que o corpo humano do anão náufrago chegou às tuas mãos. Crônica. “Quando abrimos o saco mortuorio percebemos logo que era bem mais jovem”. Era uma barcaça azul, com uma linha branca. Na proa, escrito em árabe ainda se pode ler: “Bendito seja Allah”.

Normalmente acolhia a uma vintena de pescadores egípcios, porém essa noite a bordo subirão quase um bilhão de pessoas. É o dezessete de abril de 2015, em um porto ao lado de Zwara, a oeste de Trípoli. O fio da meia-noite, os traficantes líbios empurram pros desesperados que pagaram uma passagem para embarcar pra Europa.

Há inúmeras criancinhas. Alguns viajam sozinhos. É a primeira vez que muitos deles vêem o mar. Às 19: Trinta da tarde, o Centro Nacional de Coordenação de Salvamento da Guarda Costeira de Roma recebe a primeira chamada de socorro. Uma embarcação com bandeira portuguesa e marinheiros filipinos divisão imediatamente em teu socorro. A por volta de 100 quilômetros da Líbia, 180 de Malta e 200 de Lampedusa, a barca afunda. Somente 28 pessoas conseguirão ser resgatadas com vida. A marinha italiana demorou quase um mês pra descobrir o navio naufragado. Os primeiros corpos foram recuperados em sete de maio.

Somente várias semanas depois, Cristina Cattaneo e teu computador, instalar um laboratório forense improvisado pela apoio da OTAN em Sicília. Um ano depois, sempre que continuam olhando os mais de 500 corpos que as autoridades italianas conseguiram recuperar, um cadáver lhes chama principlamente a atenção.

Antes de subir pra barca, o fedelho de Mali tinha um rosto, um nome, porventura, a pele escura e o cabelo crespo. Bem, ao menos é como você imaginou que o desenhista italiano Marco Dambrosio, mais chamado de Makkox, autor de uma vinheta publicada no jornal Il Foglio, que rapidamente se tornou viral pela Itália.

Em que ela aparecia um piá sentado no fundo do mar que um polvo e um peixe parabenizar por suas excelentes notas: “Uau, tudo 10. Uma pérola rara”. O desenho chegou às mãos do Papa, depois de uma jornalista espanhola se regalara ao longo da viagem que o papa realizou para o Panamá em janeiro pra celebrar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Francisco, espantado, perguntou a seus colaboradores que o guardassem.

A 1 mil quilômetros de distância do recinto onde ocorreu o naufrágio, uma professora do colégio Amedeo d’Aosta de Bari decidiu dar o balão pra cada um de seus alunos, juntamente com as notas de metade do curso.